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Vale a pena renegociar dívidas fazendo um empréstimo pessoal?

23 jul 19 | Institucional

Quem nunca passou por um momento de descontrole financeiro que atire a primeira pedra. O endividamento e a inadimplência são situações recorrentes para muitas famílias brasileiras, mas não precisa ser assim para sempre. Com disposição e disciplina, é possível renegociar dívidas e mudar essa realidade.

Existem muitas possibilidades para sair do vermelho e muita gente se pergunta se vale a pena fazer um empréstimo pessoal para renegociar dívidas. A resposta pode ser sim, mas vai depender de uma boa análise e muita pesquisa.

Continue lendo para aprender como decidir se um empréstimo pessoal é a melhor saída para você renegociar dívidas.

Quando um empréstimo pessoal para renegociar dívidas é vantajoso?

Um empréstimo pessoal é vantajoso principalmente quando ele tem taxas de juros mais baixas do que as dívidas que você tem. Cartão de crédito e cheque especial são exemplos de créditos que, por serem fáceis de usar, representam uma verdadeira armadilha.

Mesmo com a taxa de juros básica no Brasil (Selic) estando nos patamares mais baixos da história, a taxa de juros dessas linhas de crédito continua nas alturas. Já foi bem pior, mas, atualmente, juros de cerca de 300% ao ano ou 15% ao mês podem ser esperados. No crédito pessoal, em comparação, é possível encontrar taxas de juros a partir de 2% ao mês.

Outra vantagem de fazer um empréstimo pessoal para renegociar dívidas é que, muitas vezes, os credores estão dispostos a dar um bom desconto para quem pagar o que deve à vista.

Se você tem uma dívida que se enrola por alguns meses e já virou uma bola de neve, pode ser que a empresa para a qual você deve dinheiro esteja disposta a te dar um desconto para saldar esse débito.

O crédito pessoal deixa de ser uma boa opção, porém, quando seu custo efetivo total (CET) supera o custo das dívidas renegociadas com o credor original. Por isso, a resposta não é simples — você terá que fazer as contas e colocar os números no papel.

Quais são os benefícios dessa opção?

Mão com um post-it planejando a renegociação

Para ajudá-lo a entender se o empréstimo pessoal é a sua melhor opção para renegociar dívidas, separamos os 3 maiores benefícios que você pode obter se decidir seguir por esse caminho. Confira:

1. Taxas de juros e custo total menores

Como já foi dito, o crédito pessoal costuma ter taxas de juros muito menores do que os cartões de crédito ou cheque especial. Se você fez compras e não deu conta de pagar, assumiu um financiamento que fugiu do controle ou gastou além da conta em alguns meses e entrou numa bola de neve de juros altos, precisa buscar uma saída rapidamente e o empréstimo pessoal pode ser a resposta.

Além disso, negociando com os credores um desconto para pagamento à vista, você pode abater uma parte das dívidas atuais e diminuir o montante devedor.

Ou seja, com taxas de juros mais baixas, prazos de pagamento flexíveis, e a possibilidade de obter desconto nas dívidas atuais, o crédito pessoal pode ter um custo efetivo total mais baixo.

2. Mais prazo para pagar

E se o seu problema é justamente não conseguir retirar uma parte grande do seu salário para pagar as dívidas, o empréstimo pessoal também pode ajudar. As parcelas têm valores que podem ser adaptados à sua renda e um prazo de pagamento que pode ser estendido.

Assim, ao renegociar dívidas e fazer um empréstimo pessoal para pagá-las, você ganha mais prazo para pagar e fica mais tranquilo sabendo que não tem nada atrasado.

3. Limpar o nome mais rápido

Falando em atraso, outra vantagem de fazer um empréstimo pessoal é que, ao renegociar dívidas e fazer o pagamento delas à vista, você já pode limpar seu nome. Seu CPF deixará de constar na lista de devedores do SPC ou Serasa e seu score de crédito será melhorado, facilitando a sua vida e abrindo caminho para outros financiamentos no futuro.

Quais os riscos envolvidos?

Pessoa com uma agenda na mão fazendo seu planejamento

E para que você não erre ao tomar essa decisão, fique atento aos 3 riscos do empréstimo pessoal para renegociar dívidas.

1. Custo total pode ser alto

A flexibilidade quanto ao prazo de pagamento do empréstimo pessoal é uma faca de dois gumes. Se ela dá mais tranquilidade para você pagar suas dívidas, ela também pode ser responsável por um custo total mais alto.

Além disso, o empréstimo pessoal tem outros custos envolvidos — como impostos, seguros, e outras taxas que costumam ser cobradas, principalmente pelos bancos tradicionais.

Por isso, na hora de contratar o crédito pessoal, você deve pensar não apenas no valor da parcela, mas no custo efetivo total (CET) do empréstimo, e compará-lo com o valor das suas dívidas atuais.

2. Taxas para negativados são mais altas

As taxas do empréstimo pessoal são definitivamente melhores que as taxas de juros dos cartões de crédito e cheque especial. No entanto, quem está negativado dificilmente vai conseguir condições tão boas quanto quem tem um bom score de crédito.

Por isso, a melhor saída é renegociar dívidas assim que você perceber que as contas estão saindo do controle, sem esperar pelo pior, isto é, sem esperar que seu CPF esteja negativado.

3. Risco de entrar novamente em uma dívida que não pode pagar

O crédito pessoal pode parecer uma boa ideia para se livrar rapidamente das dívidas. No entanto, é preciso ter muito cuidado para não cometer o mesmo erro e entrar numa dívida que não pode pagar.

Esse tipo de empréstimo é descomplicado, tem pouca burocracia e boas taxas, mas deve ser usado com responsabilidade. Do contrário, ele é apenas uma forma de adiar o problema.

O que preciso saber antes de fazer um empréstimo para renegociar dívidas?

Confira um passo a passo para fazer um empréstimo pessoal, renegociar dívidas e sair de vez do vermelho.

Conheça seus limites e suas possibilidades

A primeira coisa a fazer antes de pedir o empréstimo pessoal é ter um panorama completo do que você deve agora, quais são as taxas de juros envolvidas e o valor total devido caso você pague as dívidas como elas estão agora.

Além disso, você deve entender quais são seus limites. Quanto por mês você pode usar para o pagamento do empréstimo? Você tem gastos atuais que podem ser cortados para aliviar o orçamento e permitir uma parcela maior? Quem está endividado precisa, eventualmente, abrir mão de alguns gastos pelo menos até saldar as dívidas.

Esteja disposto a negociar

Sabendo tudo que você deve, é hora de colocar a mão na massa e entrar em contato com todos os credores. Nessa hora, você precisará de muita paciência e habilidade de negociação.

Não tenha medo ou vergonha de pedir um desconto. Seja franco e mostre que está disposto a quitar as dívidas, mas que entrou em uma situação complicada. Para muitas empresas, é mais vantajoso dar um desconto na dívida do que ficar sem receber e, por isso, elas também têm interesse em fazer uma proposta que você possa pagar.

Faça muita pesquisa

Mais uma dose de paciência será necessária para achar o crédito ideal para você. Utilize plataformas online, procure pesquise em vários bancos, e faça uma ampla pesquisa sobre taxas de juros, condições de pagamento, taxas extras e todas as demais características do contrato.

Conheça a instituição de crédito

Infelizmente, muitas pessoas ainda caem em golpes que prometem dinheiro fácil, juros baixos e condições que são boas demais para ser verdade. Antes de tomar um empréstimo, observe a reputação da instituição financeira e somente escolha uma empresa se ela estiver devidamente autorizada pelo Banco Central.

Tomando os devidos cuidados ao contratar um empréstimo pessoal e escolhendo uma empresa confiável, você estará em segurança e pode começar a pagar suas dívidas.

Responsabilidade financeira é uma atitude para toda a vida

Pessoa usando a calculadora para contabilizar seus gastos

Depois de analisar sua situação atual, renegociar dívidas, pesquisar e encontrar um empréstimo pessoal adequado para seu orçamento, você já está em um bom caminho para sair desse problema.

Para não cair novamente nas dívidas, você precisa entender que a responsabilidade financeira é uma atitude para toda a vida. Para manter a saúde das suas finanças, você precisa fazer com que algumas atitudes sejam rotina, tais como:

  • controlar mensalmente todos os seus gastos;
  • programar as compras e não comprar nada por impulso;
  • limitar os cartões de crédito para não gastar além do que pode;
  • reduzir gastos para adequar seu padrão de vida à renda;
  • ter metas financeiras de curto, médio e longo prazo.

Como vimos, não basta fazer um empréstimo pessoal para mudar a sua realidade financeira. Além de renegociar dívidas, é preciso adotar uma postura responsável e consciente sobre seus ganhos e gastos.

Fugindo da impulsividade e assumindo um padrão de vida que condiz com a sua renda, você pode melhorar sua relação com o dinheiro e, provavelmente, não precisa renegociar dívidas nunca mais.

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