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O #PapoComGeru dessa quinta convida Andréa Ueda – Gerente Jurídica na Geru – para conversarmos sobre legislação, mercado pós-covid19 e mais.

Trabalhar na área jurídica de uma fintech não é tarefa fácil. A rotina envolve desde a organização de documentos eletrônicos, criando um espaço alocado para todos os temas jurídicos cotidianos de uma corporação, passando por mostrar que há uma nova área cuidando de temas que permeiam todos os Times empresa, sem que isso crie medo nos demais ou aversão a uma suposta burocracia, até chegar à efetivação desse jurídico como mais um membro ativo e participativo, que é lembrado nas tomadas das decisões corporativas e de negócio.

Nesse contexto, perguntamos para Andréa quais os desafios enfrentados nessa área dentro da Geru e ela nos disse: “Um grande desafio, que sempre se mostrou em todas as corporações pelas quais passei, é a de mostrar que o jurídico não é “burocrata” mas um parceiro do negócio; mas, para tanto, você tem que ter adaptabilidade, humildade e entender do negócio, para além das habilidades técnicas clássicas de um bom advogado, a saber a fala e a escrita. Os membros da empresa têm que te ver desprovido de um escudo invisível à sua aproximação e entender que o jurídico deve ser consultado, não porque é o velho sábio que tudo conhece, mas, antes, para que os interesses dos clientes e da sociedade na qual a empresa atua, bem como dos investidores que apostam e impulsionam essa empresa estejam resguardados, além, por óbvio, os próprios membros tenham orientação e tranquilidade nas práticas de suas atividades.”

E esses desafios nunca acabam. Nós como empresa estamos sempre lidando com situações, pessoas e elementos variáveis que exigem nossa plena atenção e dedicação. Manter o foco nos negócios, nos clientes, nos investidores e nos colaboradores são fundamentais para, nesse contexto, trabalharmos bem e dentro das regulamentações.

Falando em regulamentações, não poderíamos deixar de falar sobre esse assunto com nossa Gerente Jurídica. Perguntei a Andréa como ela se preparou para essa enxurrada de assuntos: pandemia, lei geral de proteção de dados, open banking, fraudes… Tudo acontecendo junto e com pesos igualmente significativos. Sobre isso, ela nos contou o seguinte: “Já tenho uma bagagem profissional que me permitiu não apenas agregar conhecimento amplo e variado, que é importante quando se vai criar e gerir um departamento jurídico corporativo, desafio que tenho na Geru, mas me reforçou a característica da adaptação. Assim, tendo experiência e sendo um ser que se adapta com certa facilidade, até porque gosto de mudanças, não tive dificuldades em ir aprendendo e atuando em novas frentes de trabalho que a Geru me proporciona.”

Andréa fez questão de falar sobre cada ponto dessa questão:

Sobre fraudes, acredito que temos um espaço propício ao crescimento dos índices de fraude: perfis de pessoas que buscam obter crédito digital, aproveitadores das mazelas e fragilidades alheias e a ganância desmedida de alguns levam a uma geração de situações de fraude que acabamos enfrentando e tendo que driblar com inteligência e uma dose de sangue frio. Faz parte do negócio.”

Sobre Open Banking: quando se começar a implementar passaremos a ver as dificuldades e os problemas que surgirão, mas entendo que, empresas como a Geru e SCDs (Sociedades de Crédito Direto) que usam plataformas eletrônicas para realização das suas atividades, terão chance de avançar mais rápido em ambiente onde o uso facilitador da tecnologia é a bola da vez. Temos um cronograma meio apertado de implantação do Open Banking no Brasil, iniciando em 30 de novembro deste ano e terminando em 31 de outubro de 2021. Será mais um desafio, assim como a implantação da Lei Geral de Proteção de Dados (“LGPD”).”

E, falando sobre a Lei Geral de Proteção de Dados, Andréa comenta que já está estudando o assunto desde 2018. “Não é algo muito crítico do ponto de vista técnico, mas será um grande desafio, juntamente com outros membros da Geru, implantar e fazer rodar uma efetiva política de proteção de dados à luz da legislação e dos futuros regramentos que virão por meio da Autoridade Nacional de Proteção de Dados; novamente, exigirá foco e disciplina, coisas que já fazem parte de minha rotina.”

A partir dessas falas e com a percepção de que a área jurídica está a todo vapor, perguntamos para nossa Gerente como ela se preparou para o trabalho remoto, visto que a situação de pandemia é imprevisível e impactante na área jurídica, afinal, nossas vidas mudaram e ainda irão mudar muito. Sobre isso, ela comenta: “Com base na minha experiência sobre trabalho remoto e trabalho presencial, rapidamente me adaptei a esse formato de trabalho na Geru e com os diferentes Times, apesar de os motivos para tal sistema serem tristes e, no dia a dia, reforçar a manutenção da saúde física, mental e espiritual que temos que manter. A parte um pouco mais complicada do sistema remoto de trabalho foi que, no meu caso, como estava há apenas 1 mês e 15 dias na Geru, não conhecia plenamente todos, suas rotinas, atividades e atribuições; mas nada que uma boa disciplina, com foco e metas não tenha ajudado a sanar.”

Andréa era nova na Geru no início da pandemia, mas, já era querida pelos Times, sempre disposta a ajudar, oferecendo excelência no seu trabalho. E é nessa pegada que ela deixa uma mensagem de esperança para todos nós: “Acredito que temos que ter objetivos e acreditar que sempre é possível melhorar. Sejamos, então, otimistas com visão, foco, força e fé sempre!”

#Geru

 

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