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Muito tem de falado sobre Open Banking, mas, o que de fato é esse termo que está prestes a mudar a forma como o mercado financeiro se relaciona com as informações de seus clientes? Nesse texto iremos explicar um pouco mais sobre o sistema, seus benefícios, funcionalidades e mais, confira:

1 – O que é Open Banking

Apesar do termo indicar a palavra “banco”, quem, de fato, se beneficiará muito com essa iniciativa é você, usuário de serviços financeiros.

Mas, o que é o Open Banking?
Basicamente, é um modelo de mercado estruturado por sistemas que habilitam o compartilhamento padronizado de dados e serviços entre as instituições financeiras. Assim, permite com que a integração entre sistemas e plataformas aconteça de forma segura e prática.
Nesse novo formato os usuários e as instituições terão maior liberdade na procura e oferta de serviços e produtos financeiros, assim como uma concorrência mais leal.

Como dissemos acima, quem terá o poder no Open Banking é você. Afinal, o usuário decidirá por oferecer ou não suas informações as diversas empresas do setor financeiro, tendo o poder de decidir quem terá esse acesso.

 

2 – Na prática, o que muda?

Vamos supor que você queira mudar de banco. Atualmente, você começa no banco novo “do zero”, sem nenhum histórico de crédito. Exemplo na prática: você tem um cartão de crédito com limite de R$15 mil reais no banco “A”. Ao mudar para o banco “B” você não terá esse mesmo limite, provavelmente será um bem menor, distanciando a realidade de crédito que você tem e necessita para seu dia a dia.

Com o Open Banking tudo isso muda! Você terá total liberdade de levar seu histórico de crédito para qualquer instituição, sem precisar começar uma relação do zero e passar por toda análise de perfil novamente.

Esse controle de dados elimina muitas etapas burocráticas em diversos momentos, como a transição de bancos e, também, a solicitação de um empréstimo ou início de investimento.

3 – Quais são as vantagens?

Antes de falarmos sobre as vantagens, indicaremos a página do Banco Central com todas as possíveis dúvidas sobre o Open Banking.

Essa revolução no sistema bancário possui diversas vantagens, aqui listamos 3 delas:

– Autonomia do cliente
Como dissemos no começo dessa leitura, o Open Banking foi feito para você, cliente de serviços financeiros. Com ele, você terá controle de seus dados e não ficará mais preso a nenhuma Instituição.

Atualmente, os bancos competem entre si para reter o poder sobre as informações de usuários. Com o Open Banking, o cliente toma poder sobre suas informações e tomará as melhores decisões para quais produtos e serviços quer contratar ou consumir.

– Aumento da concorrência
Com essas mudanças, fica claro que o mercado financeiro terá maior competitividade entre os players.

Pensando em conjunto, funciona assim: a integração dos sistemas permitirá que as empresas desenvolvam espaços de inovação dentro de seus processos internos.

De acordo com o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, João Manoel Pinho de Mello, o open banking terá o papel de mudar a dinâmica de competição no mercado de serviços financeiros.

Em entrevista publicada na InfoMoney, ele afirma: “A concorrência não se dará mais pela escala ou pelo tamanho do capital das instituições, mas sim pelo entendimento das demandas dos consumidores e pelo desenvolvimento de novas soluções”.

Ou seja: o mercado vai se abrir para fintechs, plataformas de crédito, bancos digitais e outras empresas interessadas em surpreender o consumidor com novidades.

– Inclusão financeira

O empoderamento do usuário ocasionará melhorias no acesso ao crédito, afinal, hoje no Brasil temos 45 milhões de pessoas desbancarizadas, de acordo com uma pesquisa do Instituto Locomotiva publicada na Época Negócios em 2019.

Com o Open Banking, mesmo quem não tem conta em banco terá a oportunidade de acessar produtos financeiros diferentes. É a democratização do dinheiro!

4 – Como a Geru está envolvida no Open Banking

Desde 2019 o Banco Central vem conversando com Bancos, fintechs e Associações que representam empresas do setor financeiro. Nós da Geru, junto com a ABCD (Associação Brasileira de Crédito Digital) participamos ativamente dessas conversas ajudando na criação das resoluções legais da criação do Open Banking e, consequentemente, fazendo parte da história da criação e implementação da ferramenta no Brasil.

Além da etapa jurídica, nosso Time também contribuiu na construção e aplicação de APIs de integração de sistemas que trabalham diretamente com estruturas de segurança e comunicação.


5 – Empréstimos e Open Banking: qual a relação

A abertura de informações das Instituições Financeiras para o mercado ampliará e muito o acesso à informação que fintechs de empréstimo terão na hora de analisar o perfil de crédito do cliente. Anteriormente, como já dissemos no texto, as Instituições Financeiras guardam para si as informações referentes ao histórico financeiro de seus clientes, sendo assim, na hora de procurar crédito alternativo em empresas como a Geru, o cliente não possui nenhum dado público sobre sua saúde financeira a não ser as que são retiradas de bancos de dados públicos, como o Serasa.

Assim, o Open Banking, de certa forma, ajudará as fintechs a entenderem melhor o perfil de cada cliente, colaborando com ofertas mais justas e, em alguns casos, maiores índices de aprovações.

O processo ainda é longo e você pode conferir todas as atualizações feitas pelo Banco Central aqui neste link.

E aí, animados para o Open Banking

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