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15 dicas de economia doméstica para a família toda

16 jul 19 | Finanças

A economia doméstica vai muito além de cortar gastos no dia a dia e diminuir as compras. Uma família que deseja ter saúde financeira de forma duradoura deve adquirir novos hábitos e repensar muitas atitudes.

Pode parecer muito difícil, mas é mais fácil do que parece. Você não precisa virar um expert em finanças da noite para o dia, tudo que você precisa é implementar algumas medidas gradativas.

Com o tempo, a economia doméstica entrará na rotina e você verá resultados a longo prazo. Quer saber como isso é possível? Veja 15 dicas que preparamos para você!

1. Use uma planilha ou aplicativo para a economia doméstica

Controlar tudo que ganha e tudo que gasta é o ponto de partida para a economia doméstica. Ter um orçamento completo e saber exatamente para onde seu dinheiro vai é necessário para entender como é possível economizar e saber se os gastos estão acima da renda mensal.  

Felizmente, a tecnologia facilitou muitas coisas em nossa vida, e fazer esse controle ficou mais simples. Você pode encontrar modelos de planilhas prontas e aplicativos para controle de gastos. É possível até sincronizar com o banco para facilitar o controle.

Mesmo quem ganha pouco pode ter mais controle da sua vida financeira e poupar dinheiro. Portanto, use a tecnologia a seu favor, e passe a controlar cada centavo que sai da sua conta com apenas alguns cliques.

  

2. Corte gastos onde puder

Sabendo para onde está indo seu dinheiro, é hora de estudar como abaixar os gastos que estão altos demais. Para melhorar a economia doméstica, você pode tomar atitudes como: 

  • rever assinaturas de revistas, TV a cabo, e outros itens de entretenimento — atualmente, é possível utilizar a internet e acessar conteúdo mais barato ou gratuito;
  • estudar formas de reduzir o gasto com deslocamento, por exemplo, oferecendo ou pegando carona com algum colega de trabalho e dividindo os custos de combustível;
  • mudar hábitos como deixar luzes acesas ou TV ligada quando não há necessidade;
  • reduzir o consumo de água com banhos mais rápidos, abrindo a torneira menos, lavando o carro com menos frequência etc.;
  • substituir lâmpadas com alto consumo de energia por lâmpadas mais econômicas, por exemplo, as de LED;
  • utilize os ciclos de lavagem mais curtos e um nível de água mais baixo na máquina de lavar.

A ideia não é deixar de fazer coisas importantes, mas buscar nos detalhes do dia-a-dia lugares onde a economia pode acontecer, afetando muito pouco na rotina da família. Enfim, economizando nas pequenas coisas, o resultado pode ser grande.

3. Planeje todas as compras

Uma loja em liquidação e uma promoção que parece imperdível podem ser tentadoras, mas adote a regra de nunca fazer compras que não estão planejadas para evitar aquisições desnecessárias.

Quase todo mundo já passou pela situação de comprar algo porque achou que o preço estava bom, mas depois percebeu que não precisava daquilo. Ao início de cada mês, avalie quais são as necessidades da família em termos de compra e mantenha a disciplina. Imediatismo e consumismo são grandes inimigos da economia doméstica, portanto, fuja deles a todo custo.

4. Estude vender ou comprar itens usados

Além de planejar as compras, você também pode estudar comprar itens de segunda mão em vez de comprar algo completamente novo. Pesquisando bem, dá para encontrar muitos itens bem conservados, que atenderão às suas necessidades e custarão bem menos que na loja.

Estude também a possibilidade de vender itens que não são mais utilizados e estão em casa parados. Muitas vezes, temos esses itens que ainda estão em boas condições de uso em casa e podem ser mais úteis para outras pessoas. Esses hábitos são bons não apenas para a economia doméstica, mas também para a sustentabilidade do planeta.

5. Ensine as crianças desde cedo

É comum subestimamos a capacidade que crianças tem de entender o mundo ao redor delas. Você pode ensinar desde cedo para seus filhos sobre a importância de valorizar o dinheiro e consumir de forma consciente. A partir dos 3 anos, eles já podem começar a se envolver na economia doméstica de forma lúdica, com brincadeiras, entendendo a importância de ter responsabilidade com dinheiro.

Criança colocando moedas no cofrinho

6. Divida as tarefas de organização financeira

Falando nisso, é bom frisar que todos os membros da família devem se envolver na economia doméstica e contribuir para gastar menos. Isso vale não apenas para as tarefas de economizar, por exemplo, água e energia tomando banhos mais rápidos — vale também para a organização financeira de uma forma geral.

À medida que as crianças forem crescendo, elas podem ficar responsáveis por controlar uma conta da casa, como por exemplo luz, água, supermercado ou outra — e você pode estabelecer prêmios.

Por exemplo, para cada 20 reais economizados em relação ao mês anterior, a criança ou adolescente poderá ficar com 5 reais. Assim, você incentiva a participação de todos, divide a responsabilidade e gera mais economia.

7. Prefira pagamentos à vista se puder obter desconto

O pagamento à prestações faz parte da cultura brasileira e, desde que seja sem juros, pode ser uma boa saída para adquirir itens de maior valor. No entanto, se o pagamento à vista puder ser feito com desconto, ele deve ser utilizado. Nesse caso, vale a pena esperar um pouco mais e juntar o dinheiro por alguns meses, utilizando o desconto a seu favor.

8. Use programas de fidelidade

Outras vezes, fazer o pagamento à vista não dá nenhum desconto e pode ser mais vantajoso usar o cartão de crédito. Desde que você pague o valor total da fatura e não caia no crédito rotativo, o cartão pode ser usado.

Alguns oferecem programas de fidelidade vantajosos, onde os pontos podem ser utilizados para produtos ou viagens. Se eles estiverem disponíveis para você, utilize todas as vantagens possíveis.

9. Evite comer fora de casa

Jantares, almoços e lanches fora de casa podem representar uma grande soma ao final do mês e atrapalham na economia doméstica. Por isso, priorize fazer as refeições em casa e deixe os bares e restaurantes para momentos especiais e de lazer, mas não para o dia a dia.

Se você, seus filhos, ou seu esposo ou esposa, passam muito tempo fora de casa, é bom preparar lanches — como frutas e sanduíches — e levar para o trabalho, escola ou faculdade. Assim, vocês evitam pagar mais caro em lanchonetes e ainda podem aproveitar para comer de forma mais saudável.

10. Fique atento para economizar ao fazer compras no supermercado

Na hora de fazer compras, você também pode economizar tomando alguns cuidados, tais como:

  • ter uma lista de compras e evitar fugir dela;
  • nunca vá às compras com fome;
  • dar preferência a frutas e legumes da estação;
  • verificar o dia de promoções no mercado;
  • testar novas marcas com preço mais em conta;
  • não levar os filhos para as compras;
  • compre quantidades adequadas para o consumo da família e evite desperdício.

 

11. Pesquise, pesquise e pesquise!

A boa e velha dica da pesquisa continua valendo. Não tenha preguiça de procurar, telefonar para mais de um estabelecimento, usar portais de consulta de preços na internet e tudo mais que estiver ao seu alcance.

A diferença de preços entre estabelecimentos pode ser enorme, e a pesquisa de preços pode ser uma grande aliada da economia doméstica.

    12. Não tenha medo de pedir descontos

    Tem medo ou vergonha de pedir descontos? Não se preocupe, pois a maioria dos estabelecimentos já conta com uma margem para dar de desconto aos clientes. Saia da zona de conforto e exercite suas habilidades de negociação para ajudar na economia doméstica.

    13. Se o dinheiro está curto, busque uma renda extra

    Se mesmo mudando esses hábitos, no fim do mês ainda está faltando dinheiro, é hora de estudar possibilidades de ganhar mais dinheiro. Cozinhar algum item para vender, fazer um artesanato, vender cosméticos, dar aulas de um assunto que você domina etc.

    Especialmente se você tem alguma dívida e precisa pagar, vale a pena se esforçar um pouco mais durante um tempo até desafogar as contas.

    Pilhas de moedas e um potinho cheio delas

    14. Organize-se para ter uma reserva financeira

    Com as dívidas pagas e já tendo controle sobre tudo que está gastando, é hora de se organizar para poupar um pouco do que ganha todo mês. O ideal é ter uma reserva financeira para pagar as contas da família por, pelo menos, 3 meses. Esse valor é uma reserva de emergência e deve ficar disponível caso algo inesperado aconteça.

    15. Tenha metas de economia doméstica

    Se você já conseguiu colocar as contas em ordem, cortou gastos e fez uma reserva de emergência, já está no caminho certo! O próximo passo é elaborar metas de médio e longo prazo para guiar as finanças da família.

    Uma boa dica aqui é usar a regra 50-35-15 — segundo esse método, 50% dos seus ganhos podem ser utilizados para despesas básicas, como aluguel, água, luz, escola, supermercado etc.

    Outros 35% podem ir para o estilo de vida, isto é, itens que não são indispensáveis, mais que ajudam na qualidade de vida. Entram nessa conta, por exemplo, bares, academia, hobbies, entre outros.

    Por fim, 15% são dedicados às prioridades financeiras — pagamento de empréstimos, investimentos, poupança, entre outros. Se você conseguir chegar a essa proporção, sua família certamente estará num bom caminho em termos financeiros.

    Quando se trata de economia doméstica, o primeiro passo é o mais importante. Uma vez que você e sua família entenderem que a saúde financeira é importante para todos e se unirem para atingir as metas, tudo vai começar a entrar nos eixos.

    Para não correr o risco de desistir logo de cara, comece com atitudes mais simples e vá melhorando o controle das despesas e as metas de economia. Pense no longo prazo e cuide da economia doméstica com disciplina e planejamento.

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